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Google, OpenAI e Microsoft vão aceitar um sinal único no robots.txt para recusar treino de IA
Gigantes da IA vão respeitar um sinal comum no robots.txt para sites recusarem o treino de modelos. Para artistas e sites de fãs, isso simplifica muito.

Quem tem site de fanart, portfólio de ilustração ou uma wiki de fãs sabe como é cansativo tentar barrar o uso do próprio conteúdo no treino de modelos de IA. Cada empresa tem o seu robô, e o arquivo robots.txt vira uma lista sem fim de nomes. Hoje veio uma notícia que pode simplificar isso.
O que foi anunciado
O Google publicou no blog oficial do Search Central que vai aceitar um sinal comum no robots.txt para indicar se o conteúdo de um site pode ou não ser usado no treino de IA. A OpenAI anunciou o mesmo compromisso, e a Microsoft apresentou novos controles para o Bing. A Anthropic também está no grupo, segundo as empresas. A base é o trabalho do grupo AI Preferences da IETF, o órgão que define padrões técnicos da internet.
Na prática, o dono do site escreve uma única regra e ela vale para todos os participantes. No caso do Google, recusar o treino pelo sinal comum terá o mesmo efeito de bloquear o Google-Extended, o controle que a empresa já oferece desde 2023. Os controles antigos de cada empresa continuam valendo.
Quando começa
- O Google fala em implementar o sinal em 2027.
- A OpenAI promete fazer isso nos próximos meses, com novos detalhes depois.
- A Microsoft começa a respeitar as novas preferências em 1º de fevereiro de 2027 e separa o treino do uso de páginas para montar respostas de IA, sem tirar o site da busca.
O que eu penso
É um passo prático e bem-vindo, sobretudo para quem vive de desenho. Mas vale o aviso: é um acordo voluntário, ainda em rascunho na IETF, e só funciona com as empresas que aderirem. Não substitui lei nem resolve o que já foi coletado. Mesmo assim, se você mantém um site de ilustrações, vale a pena acompanhar e atualizar o seu robots.txt quando o sinal estiver ativo.
Os detalhes estão no anúncio oficial do Google e no comunicado da OpenAI.
Fonte: developers.google.com