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OpenAI lança o Grid Protectors e promete reduzir o consumo dos seus data centers quando a rede elétrica apertar
Com o Grid Protectors, a OpenAI quer que seus futuros campi de computação cortem energia nos picos. O piloto na Geórgia prevê até 1.000 MW de demanda flexível.

Sempre que sai notícia de um novo data center gigante para IA, a mesma pergunta aparece: quem vai pagar a conta de luz? A OpenAI respondeu a isso nesta segunda-feira (2) com o Grid Protectors Program. É um programa nacional, nos Estados Unidos, para que os futuros campi de computação da empresa diminuam o consumo de energia quando a rede elétrica estiver sobrecarregada, como numa onda de frio ou num calorão em que todo mundo liga o ar-condicionado.
Como deve funcionar
A ideia é negociar com distribuidoras, órgãos reguladores e governos quanto cada instalação pode cortar, com que rapidez e por quanto tempo. Os acordos vão mudar de lugar para lugar. Onde fizer sentido, a OpenAI também quer fornecer energia de geração ou armazenamento próprio e usar baterias para suavizar as variações de demanda. A empresa ainda repete que pretende pagar os próprios custos, incluindo a infraestrutura necessária para atender cada campus, para que famílias e pequenos negócios não acabem subsidiando a IA.
O piloto na Geórgia
O primeiro teste vai ser o campus planejado no condado de Effingham, na Geórgia. O acordo com a Georgia Power prevê até 1.000 megawatts de demanda flexível. Segundo a OpenAI, é o consumo médio de cerca de 700 mil residências, mais do que Washington e Boston somadas. A distribuidora calcula uma economia de uns US$ 950 milhões por ano para os clientes a partir de 2029. Mas essa conta vem de todo o conjunto de contratos com grandes consumidores, não só deste. Para uma casa típica, seriam pelo menos US$ 15 a menos por mês.
Minha leitura
A comparação que a empresa usa é simples: o data center seria o cliente fixo de um restaurante de cidade turística, que garante movimento o ano inteiro e libera as mesas na alta temporada. A ideia faz sentido, mas por enquanto quase tudo é promessa. O campus de Effingham ainda está em desenvolvimento. A própria OpenAI admite que flexibilidade não substitui investimento em geração e transmissão. Vou acompanhar quando os primeiros números reais aparecerem. Os detalhes estão no anúncio oficial da OpenAI.
Fonte: openai.com