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Anthropic leva marca d'água invisível a quatro modelos antigos do Claude, mas deixa uma brecha
Mythos 5, Opus 4.7, Opus 4.6 e Sonnet 4.6 passam a marcar o texto por causa do AI Act europeu. Nos dois últimos, basta mudar a amostragem para escapar.

Muita gente que eu conheço usa IA para revisar textos, então esta notícia merece atenção. A Anthropic avisou os clientes da API, por e-mail, que vai aplicar a sua marca d'água de texto a mais quatro modelos do Claude: Mythos 5, Opus 4.7, Opus 4.6 e Sonnet 4.6. A informação foi divulgada pelo site The Decoder.
Por que agora
O motivo é o AI Act da União Europeia. A lei dá um período de transição para os sistemas lançados antes de 2 de agosto de 2026, e esse prazo termina em dezembro. Os modelos mais novos, como o Claude Opus 5.5, já saíram com a marca desde o primeiro dia. Agora chegou a vez dos mais antigos.
Como funciona
Segundo a empresa, é um padrão imperceptível na escolha das palavras. Não muda o sentido nem a qualidade do texto, não acrescenta tokens, não altera o preço e não carrega informações sobre o usuário ou as conversas. Como fica no próprio modelo, a marca vale em qualquer plataforma, inclusive AWS, Google Cloud e Microsoft Foundry, e o cliente não pode desligá-la. Arquivos gerados pelo Claude, como imagens, recebem também Content Credentials, o padrão C2PA. A ferramenta de detecção do texto ainda está em teste fechado, aberta a reguladores, imprensa, checadores e pesquisadores.
A brecha
No Opus 4.6 e no Sonnet 4.6, a marca só é aplicada quando temperature, top_p e top_k ficam nos valores padrão. Basta mexer em um deles para o texto sair sem marca. A própria Anthropic recomenda manter os padrões a quem depende da marca para cumprir a lei.
O que muda para nós
Em Portugal, que está sob o AI Act, isso vai pesar para empresas e redações. Mas a marcação vale no mundo inteiro, então quem usa o Claude no Brasil também vai gerar texto marcado. Fica o lembrete: uma marca d'água ajuda, mas não prova sozinha quem escreveu um texto.
Os detalhes estão na reportagem do The Decoder.
Fonte: the-decoder.com